A Igreja Presbiteriana Unida do Brasil – IPU foi organizada em 10 de setembro de 1978, com o nome de Federação Nacional de Igrejas Presbiterianas (FENIP) na cidade de Atibaia – SP.

A IPU é o mais recente ramo do presbiterianismo do Brasil, igualmente herdeira da Reforma Protestante e do presbiterianismo de missões da Igreja Presbiteriana Unida dos Estados Unidos, atual Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos – PC(USA) www.pcusa.org, através do missionário Ashbel Green Simonton (foto ao lado) que chegou ao Brasil em 12 de agosto de 1859 e consolidou o presbiterianismo em terras brasileiras.

As razões da criação da IPU estão contidas nos seus documentos fundantes, dentre os quais o Manifesto de Atibaia e o Pronunciamento Social da Igreja Presbiteriana do Brasil, de 1962. Em julho de 1983, a FENIP alterou sua razão social para Igreja Presbiteriana Unida do Brasil – IPU e tem como logomarca o símbolo abaixo:

 

Arco-íris: a aliança de Deus, perdão e reconciliação (Gn 9:8-17);
Três faixas no arco-íris: a Trindade: Pai, Filho, Espírito Santo;
Cruz céltica (da tradição Reformada): encarnação, morte, ressurreição de Jesus;
Arca: a Igreja (Gn 6.14-16);
Ondas do mar: o mundo.

 

 

Por causa de seu pensamento teológico, que incluía a visão ecumênica e a defesa do ministério feminino, alguns líderes passaram a sofrer perseguição dentro da antiga denominação presbiteriana a que pertenciam. Vários destes líderes também não aceitavam a postura conivente e o apoio à Ditadura militar oferecido por parte da liderança da igreja, em especial pelo Presidente do Supremo Concílio e, por conta disso, muitos foram perseguidos e expulsos dela.

A partir de 1976, alguns dos mais renomados presbíteros, professores e professoras, pastores e teólogos presbiterianos deram início ao movimento que culminou, em 1978, com a criação da FENIP. O processo de fundação da IPU foi antecedido de três encontros de presbiterianos: O primeiro em Vitória – ES, nas dependências da 1ª Igreja Presbiteriana de Vitória, na Reforma de 1977; o segundo na Páscoa de 1978, em Belo Horizonte, nas dependências da Segunda Igreja Presbiteriana de BH e o terceiro e último nas dependências da Igreja Presbiteriana de Atibaia, por ocasião do feriado da Independência de 1978.

Passado esse momento histórico de postura profética contra a tirania da ditadura militar e da ditadura eclesiástica, atualmente a IPU se notabiliza pela busca de se constituir em uma igreja contemporânea, sempre em sintonia com o contexto social e político em que se situa. Isso se verifica nos diversos pronunciamentos http://ipu.org.br/pronunciamentos-ccipu/ de seu Conselho Coordenador – CC-IPU que abordam temas emergentes que afetam a sociedade e a igreja como um todo.

A IPU declara sua fé e sua eclesiologia nos seus Princípios de Fé e Ordem http://ipu.org.br/principios-de-fe-e-ordem/ e regula as atividades internas de suas entidades e sociedades através do Regulamento Geral da IPU http://ipu.org.br/regulamento-geral/.

O órgão máximo da IPU é a Assembleia Geral e, no seu interregno, a igreja é presidida por um Conselho Coordenador – CC-IPU que possui 5 membros efetivos e dois suplentes. O Moderador do Conselho Coordenador também preside a Assembleia Geral. Os cargos do Conselho Coordenador têm mandato eletivo de 3 anos e são os seguintes: Moderador; Vice-Moderador; 1º Secretário; 2º Secretário, Tesoureiro e 2 suplentes.

A IPU é uma igreja cristocêntrica, ecumênica e enfatiza o diálogo interreligioso com as religiões não cristãs como imperativo para a busca da paz e da harmonia para a humanidade. Participa dos principais organismos ecumênicos do Brasil, da América Latina e do Mundo, entre eles:

• Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil – CONIC/BR: www.conic.org.br;
• Conselho Latinoamericano de Igrejas – CLAI: www.claiweb.org;
• Aliança de Igrejas Presbiterianas e Reformadas da América Latina – AIPRAL: www.aipral.org;
• Comunhão Mundial de Igrejas Reformadas – CMIR: www.wcrc.ch;
• Conselho Mundial de Igrejas – CMI: www.oikoumene.org/pt.